Auditoria de um site: o que verifico antes de mudar seja o que for

3 de setembro de 2026 · 4 min

Quase nenhum site está partido de forma visível. O que acontece é mais discreto: uma página que demora três segundos a abrir no telemóvel, um preço que só aparece ao fim de doze ecrãs, uma versão alemã que o Google nunca chegou a indexar. O dono não vê nada disto — vê um site bonito. Vê só o resultado: o telefone toca menos do que devia.

Por isso não começo a mexer. Começo a medir. Uma auditoria é isso: separar o que está mesmo a custar dinheiro do que só parece que está.

Velocidade medida, não adivinhada

«O site está lento» não é um diagnóstico. Meço três números, num telemóvel travado de propósito e com ligação lenta, porque é assim que a maior parte das pessoas te visita — não num portátil ligado à fibra.

  • Quanto tempo até aparecer a coisa principal. Abaixo de 2,5 segundos está bom.
  • Quanto tempo o telemóvel fica bloqueado a processar código antes de responder a um toque.
  • Quanto é que a página salta enquanto carrega. Um botão que se desloca meio segundo depois faz a pessoa carregar no sítio errado.

Muitas vezes a conclusão é que o site não é lento: é uma fotografia de 900 px servida a um ecrã de 390 px, ou um widget de conversa que ninguém usa e que traz 130 KB de código atrás. Trocar isso é meia hora de trabalho. Reconstruir o site não era preciso.

As cinco línguas, uma por uma

Esta é a parte pior feita nos sites do Valais, e é a que aqui custa mais caro. Não basta um botão que troca o texto: se todas as versões vivem no mesmo endereço, o Google vê uma página só e escolhe uma língua. As outras deixam de existir para quem procura.

Verifico se cada língua tem endereço próprio, se cada página diz ao Google qual é a versão original e se aponta corretamente para as irmãs. E leio o texto. Se o alemão foi traduzido à máquina, nota-se — e num cliente de Visp ou de Brig isso custa a venda. No alemão suíço não se escreve «ß», escreve-se «ss»: um único «ß» diz ao leitor que aquilo não foi escrito por alguém daqui.

O que o Google vê, que não é o que tu vês

Abro as páginas como um motor de busca as lê. Títulos repetidos entre páginas, descrições cortadas a meio, dados estruturados em falta ou a dizer coisa diferente do texto visível, páginas importantes sem uma única ligação interna. É aqui que aparecem os erros silenciosos. Já encontrei uma descrição com duas palavras coladas — «PR StudioStalden» — porque o gerador do site comia um espaço. Ninguém tinha reparado, e era a primeira coisa que se lia no Google.

Acessibilidade: contraste a sério, com números

Não é uma questão de boas intenções, mede-se. Calculo o contraste real entre cada texto e o fundo por trás dele. O mínimo recomendado é 4,5:1. Texto cinzento-claro sobre fundo escuro fica quase sempre entre 3:1 e 4:1 — legível para ti, que já sabes o que lá está escrito, difícil para um cliente de sessenta anos ao sol de agosto. Verifico também se se usa o site inteiro só com o teclado e se os formulários dizem o que está errado quando falha alguma coisa.

O que ficou publicado sem querer

A parte que ninguém pede e que costuma dar mais susto. Vejo o que está mesmo acessível a partir da internet: ficheiros internos deixados numa pasta pública, documentos de trabalho, listas de contactos, cópias de segurança esquecidas, chaves de acesso dentro do código da página. Numa auditoria recente encontrei o currículo completo de uma pessoa acessível a partir de um repositório público. Ninguém sabia que lá estava.

O que recebes

Uma lista curta, por ordem do que dá mais retorno, com o problema, onde está e o que custa resolver. Sem jargão e sem trinta pontos para impressionar: se cinco coisas resolvem noventa por cento, são cinco coisas. E digo-te também o que não vale a pena mexer — muitas vezes é a informação mais útil, porque é a que te poupa dinheiro.

Queres que veja o teu site? Faço a avaliação gratuita em 48 horas e digo-te, com franqueza, o que mudaria primeiro — fala comigo.

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