Fotografia para o site de um negócio local: o que preparar antes da sessão
2 de setembro de 2026 · 3 min
A diferença entre um site que parece uma empresa a sério e um site que parece um modelo comprado está quase sempre nas fotografias. Não no design, não no texto: nas fotos. E a boa notícia é que, para um negócio local, não são precisas muitas. São precisas as certas, feitas com alguma preparação.
As fotos de que um site precisa mesmo
- Uma foto principal do espaço. A fachada ou a sala, com luz de dia, sem carros à frente e sem caixotes. É a imagem que abre o site e que aparece quando partilhas o link no WhatsApp.
- Duas ou três do trabalho a acontecer. As mãos a fazer o corte, o prato a sair da cozinha, a sala de tratamento pronta. Mostram o que a pessoa vai receber, não só onde.
- Uma da equipa, ou tua. Quem vai atender. No Valais, há quem escolha pela cara: quer saber com quem vai falar.
- Detalhes. Três ou quatro pormenores que digam «aqui há cuidado»: a mesa posta, a montra, os produtos na prateleira, a vista da esplanada.
Com dez a quinze fotografias boas faz-se um site inteiro. Sessenta fotos medianas não valem cinco excelentes.
O que preparar no dia
- Limpeza e arrumação a sério. A câmara vê o que os olhos já não veem: o cabo pendurado, o cartaz descolado, o balcão cheio. Tira tudo o que não faz parte da história.
- Luz de dia. Marca a sessão para a hora em que o espaço tem mais luz natural. Fotografias com luz de néon ficam amareladas e envelhecem o site.
- Roupa de trabalho limpa e igual. Se há farda, farda. Se não há, cores lisas e sem logótipos de outras marcas.
- Produtos e pratos prontos. Se és restaurante, dois ou três pratos empratados como para o cliente. Se és loja, a montra e a prateleira mais bonita cheias.
- Autorizações. Quem aparece na foto tem de saber que vai para o site. Clientes na sala: pede antes ou fotografa de forma a que não se reconheçam.
Telemóvel ou fotógrafo
Um telemóvel recente, com luz de dia e alguma atenção ao enquadramento, chega para os detalhes e para as redes sociais. Para a foto principal do espaço e para a equipa vale a pena um fotógrafo: uma sessão de duas horas dá para tudo o que o site precisa e fica a servir durante anos. Se o orçamento não estica, começa pelo telemóvel e substitui as fotos principais quando puderes — o site está feito para isso.
O que evitar
- Imagens de banco. O sorriso genérico numa sala que não é a tua. Toda a gente reconhece, e diz exatamente o contrário do que queres dizer.
- Filtros e cores exageradas. O céu não é roxo e o queijo não é laranja. Fotos naturais inspiram mais confiança.
- Fotos verticais para o topo do site. A imagem principal é horizontal no computador e cortada no telemóvel. Faz as fotos principais em formato horizontal, com espaço à volta do motivo.
- Logótipos, textos e datas em cima da foto. Ficam pequenos no telemóvel e não se traduzem. O texto vai no site, não na imagem.
Depois da sessão
Escolhe as fotos com quem faz o site, não sozinho: é preciso saber onde cada uma vai entrar e em que formato. As fotos são tuas — pede os ficheiros originais e guarda-os fora do computador do dia a dia. E marca já a data em que vais renovar as fotos principais: um ano, dois no máximo. Um site com fotos do inverno passado em pleno verão diz mais do que qualquer texto.
Vais fazer o site e não sabes por onde começar nas fotos? Diz-me que negócio é e envio-te a lista de fotografias exata para o teu caso — fala comigo.
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